segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Paz no Natal

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"Paz na terra" foi a alegre mensagem das multidões de anjos aos pastores quando Jesus nasceu. Essa paz prometida foi uma expressão da boa vontade de Deus para com os homens.

Há muitos anos tive uma conversa com um judeu que me perguntou com visível ansiedade: "Quando virá o tempo de que fala Isaías (2.4), quando as espadas se transformarão em relhas de arado e as lanças em podadeiras, quando uma nação não mais levantará a espada contra outra nação e nem aprenderão mais a guerra, quando até os animais selvagens serão mansos, quando o lobo e o cordeiro habitarão juntos e um menino apascentará o bezerro, o leão novo e o animal cevado (comp. Is 11.6-9)?" Nitidamente pude perceber em sua voz a tristeza e o lamento pelas guerras sem fim, pela inimizade entre Israel e seus vizinhos. Infelizmente, não pude dar-lhe uma resposta à sua pergunta sobre quando virá essa paz prometida por Deus. Mas que um dia ela virá, disso não resta a menor dúvida!

A época do Natal é uma oportunidade especial para agradecermos a Deus por Jesus, que trouxe paz aos nossos corações, pela Sua mensagem e por nos dar o Espírito da paz. A paz é chamada de fruto do Espírito em Gálatas 5.22. O mundo procura desesperadamente pela paz, pensemos apenas no processo de paz no Oriente Médio e nas negociações que deveriam trazer a paz. Com tudo isso não se alcança a paz da qual a Bíblia fala. Quando muito se alcançará uma paz relativa. Só a paz de Deus que, conforme Filipenses 4.7 excede todo o entendimento, consegue nos dar verdadeira paz em meio a este mundo inquieto. É dessa paz que falam as multidões de anjos. Será que depende de Deus ou dos homens essa paz reinar ou não? Será que podemos fazer alguma coisa para que Deus possa realizar Sua boa vontade aqui na terra? Realmente depende muito de nós, homens, nos apropriarmos dessa oferta de Deus, de valorizarmos esse grandioso gesto de boa vontade de Deus para conosco, de permitirmos que a paz anunciada no Natal se torne realidade em nossas vidas. Por isso o tempo de Natal também deve ser um tempo de reflexão, um tempo de voltarmos para Deus!

Por ocasião do nascimento de Jesus, havia pessoas em Israel que depositavam sua confiança em Deus e que esperavam pelo Salvador prometido por Deus. Sempre havia um remanescente que esperava em Deus. E como é hoje em dia? Em que baseamos nossa esperança? Será que ela está depositada no progresso ofuscante e sedutor deste mundo ou nossa esperança está colocada unicamente em Deus? Somos realmente pessoas que esperam em Deus? Só assim experimentaremos aquilo que Ele promete em João 14.27:"Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize." É assim que, em meio a este mundo agitado, poderemos ter a paz que ninguém conseguirá nos tomar!

Fredi Winkler -http://www.apaz.com.br

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

NÃO AGUENTO MAIS!

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"Eis que farei de ti um trilho cortante e novo....." (Isaias 41-15)

Uma barra de aço no valor de cinco dólares, quando transformada em ferraduras passa a valer duas vezes mais.Se transformada em agulhas, passa a valer setenta vezes mais; se em lâminas de canivetes, seis mil vezes mais; se em molas de relógio, cinquenta mil vezes mais.

Porque processos a pobre barra tem que passar para ficar valendo isto!
Mas quanto mais ela é manipulada, e golpeada, e introduzida no fogo, e batida, e prensada, e polida,........... maior o seu valor!

A vida é muito misteriosa. Aliás, ela seria inexplicável se não crêssemos que Deus nos está preparando para cenas e ministérios que estão alem do véu dos sentidos, no mundo eterno, onde, para serviço especial, são necessários espíritos bem temperados.

"O torno que tem a lâmina mais afiada, produz o melhor trabalho."

http://www.vemsenhorjesus.org/

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

INDO ATÉ OS CONFINS DA TERRA


No ano passado, visitei Jilava, na Romênia, onde Richard Wurmbrand, fundador da Missão Voz dos Mártires, esteve preso. As condições na prisão eram terríveis, e o Pastor Wurmbrand foi vitima de sofrimentos inenarráveis. Para muitos, a prisão parecia mais o fim do mundo.

Certo dia, os guardas levaram um dos companheiros de cela do Pastor Wurmbrand, que também era cristão, para uma cela de castigo onde muitos já haviam morrido por causa do frio do inverno. Richard também já tinha estado naquela cela. Enquanto seu companheiro de cela era levado, Richard disse a ele: "Quando você voltar, diga-nos o que aprendeu".

Pode ser que nos surpreendamos com isso; seria mais natural dizer algo como: "Vamos orar para que você sobreviva". Mas Richard compreendeu que Deus nunca nos abandona e que todos os cristãos sobrevivem. Nós não temos fim. Fomos criados para exaltar a Cristo e para viver com ele para sempre.

Talvez, quando nos encontrarmos no céu, Jesus não nos pergunte: "Quanto você abdicou, ou sofreu, ou enfrentou por mim?". Talvez ele vá além disso e diga: "Sua vida não acabou. Você estava em minha escola. O que você aprendeu?".

Muitos meses depois de minha visita à Romênia, viajei para a Coréia do Sul e me encontrei com o Sr. Choi, co-diretor de nosso escritório no país. Choi me contou sobre uma revelação que ele teve quando foi preso na China por evangelizar norte-coreanos. Num momento de desespero, ele se lembrou de uma oração que fizera quando jovem, ainda no ensino médio: "Oh, Deus, estou disposto a ir até os confins da terra por Ti. Envia-me até o fim do mundo".

Certa manhã, o Sr. Choi despertou e se deu conta de que seu "fim do mundo" não era uma selva remota, nem uma cabana de couro com uma fogueirinha dentro, nos ermos da Mongólia Superior. Ali, sentado no chão da penitenciária, ele percebeu que Deus havia respondido à sua oração. Uma cela de aço e concreto era o seu "confim da terra". Jubiloso com essa nova compreensão, Choi começou a falar de Jesus com os guardas e com os prisioneiros, levando alguns à fé salvadora em Cristo Jesus.

Naquela mesma viagem à Coreia do Sul, encontrei-me com Dra. Rebekka, uma médica da Indonésia, que foi presa por manter uma Escola Dominical para crianças de seu bairro. Muitos leitores escreveram cartas de encorajamento para a Dra. Rebekka. Depois de sua libertação, ela deu prosseguimento ao seu ministério. Enquanto "conversávamos, ela disse - referindo-se ao livro dos Atos - o que Cristianismo "normal" significa para muitos cristãos indonésios. Com um sorriso irônico no rosto, ela apontou para nós e disse: "Vocês podem pensar que nós somos anormais. Não, nós somos normais. Vocês é que não são".

Já de volta, eu e minha esposa Ofélia fomos a uma igreja pequena em Vinita, Oklahoma, pastoreada por Eddie Wrinkle. O Pastor Eddie começou seu ministério organizando um curso bíblico por correspondência, e já conduz fielmente seu rebanho há 22 anos. Todos os anos, ele vai às Filipinas para ajudar num programa de rádio cristão em uma ilha povoada por extremistas islâmicos. Mas ele sempre volta para ministrar em Vinita. Ele sabe que aquela cidadezinha do Oklahoma onde ele trabalha é o "confim do mundo" que Deus determinou para ele e sua família.

O Pastor Eddie compreende o segredo que o Sr. Choi, Dra. Rebekka e muitos de vocês entendem. Quando conhecemos o Senhor Jesus Cristo, podemos ser conduzidos a lugares de oportunidade e de sacrifício neste mundo que parecem ser o "fim do mundo". Todavia, quando partilhamos o amor de Jesus ali, criamos um começo. A comunhão com Jesus é o começo da vida. Ele é o principio e o fim. Ele nos conhecia antes de nascermos, e através de seu sangue ele nos concede vida eterna.

Não importa qual o nosso nível de escolaridade, quão conhecidos somos ou não, à luz da eternidade temos apenas um breve tempo sobre este mundo para oferecer nossas vidas ao serviço de Cristo. Esta é a oportunidade de assumirmos riscos, andando num mundo perdido e cheio de incertezas, e dizer: "Isto é normal. Tudo bem, Senhor, o que eu posso aprender e o que Tu queres que eu faça sobre isso?"

Dr. Tom White
in Revista "A Voz dos Mártires" - março/abril 2010.
http://paginasmissionarias.blogspot.com

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Domingo Legal para as crianças de Ocara


“Alegrei-me quando me disseram: vamos à casa do Senhor.”


Esta foi a divisa do grande evento realizado para as crianças no dia 13 de Julho de 2010. O Domingo Legal foi surpreendente para as crianças carentes de Ocara, cidade interiorana, localizada no sertão central do Ceará, tendo aproximadamente 28.000 habitantes.
Esta cidade necessita ser alcançada pelo Evangelho, pois ela é apenas evangelizada.
O Senhor dos Exércitos nos forneceu metas a serem alcançadas, desta forma precisamos do apoio do corpo de Cristo, que é a Igreja do Senhor na terra.
O nosso principal objetivo é alcançarmos o coração das crianças e pastoreá-lo. Fazendo assim, cremos que alcançaremos as famílias de todo o Nordeste do Brasil.



"Boas Vindas" (apresentação da equipe de Evangelização)








Momento de louvor e adoração a Deus com todas as crianças






História Missionária: SIGMUNDO















Peça: O Ladrão da Alegria





Pastor Antônio e a Equipe de Evangelização para Crianças

sábado, 24 de julho de 2010

Vivendo como Maria nos dias de Marta

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No dia 12/07/2010 ocorreu um excelente Encontro com Mulheres, o objetivo era despertar o lado espiritual, promovendo a integração entre as irmãs e visitantes, primando pela objetividade.

O tema do encontro foi “Vivendo como Maria nos dias de Marta”.




Cristiane Viana, filha do Pastor Antonio, em uma visita missionária à cidade de Ocara (evento com as mulheres)


Diaconiza Maria Lúcia, esposa do Pastor Antonio Milton Cosme




Jantar no final do Evento

domingo, 18 de julho de 2010

O QUE VOCÊ SOFREU POR CRISTO?

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Sonhei, certa vez, que estava na cidade celestial - embora não soubesse como nem quando lá chegara. Eu estava com a grande multidão que nenhum homem podia contar, de todos os países, povos e épocas. Vim a descobrir que o homem que estava próximo de mim já se encontrava lá havia mais de 1.800 anos.

"Quem é você?", perguntei-lhe. Ambos falávamos a linguagem celestial de Canaã, e nos comunicávamos perfeitamente.

"Eu era um cristão romano", respondeu-me. Vivi nos dias do apóstolo Paulo. Fui um dos que morreram nas perseguições de Nero. Cobriram-me de piche, fui preso a uma estaca, e queimado para iluminar os jardins de Nero.

"Horrível!" exclamei.

"Não", respondeu-me ele, "foi um prazer para mim fazer algo por Jesus. Ele morreu na cruz por mim."

Depois, o homem que estava do outro lado falou:

"Estou nos céus há algumas centenas de anos apenas. Venho de uma ilha dos Mares do Sul, Erromanga. O missionário John Williams foi até lá e me falou de Jesus, e eu também aprendi a amá-Io. Meus patrícios mataram o missionário, e me capturaram e amarraram. Bateram-me até eu desmaiar. Eles pensaram que eu estivesse morto, mas revivi. No dia seguinte, deram-me uma pancada na cabeça, cozinharam-me e me comeram."

"Terrível!" respondi.

"Não", respondeu ele. "Foi um prazer para mim morrer como cristão. Você compreende, os missionários contaram-me que Jesus foi açoitado e coroado de espinhos por minha causa."

Então ambos se voltaram para mim e me perguntaram:

"E você? O que foi que você sofreu por ele? Ou será que você vendeu tudo o que tinha para enviar homens como John Williams para falar aos pagãos?"

Eu fiquei mudo. Ambos me olharam com olhos tristes. Então despertei. Era apenas um sonho. Mas fiquei deitado na cama, horas e horas, pensando no dinheiro que gastara em meus prazeres, em roupas supérfluas, em meu carro caríssimo, em luxos, e cheguei à conclusão de que não compreendia o verdadeiro significado das palavras de Jesus: "Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me".

(Revista Mensagem da Cruz, Número 38)

sábado, 12 de junho de 2010

DESAFIOS DO NORDESTE

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Luiz Sérgio Freitas Ribeiro, missionário, presidente e fundador da Missão Juvep. Membro da Igreja Congregacional no Bessa, João Pessoa, PB. Nascido em Campina Grande, principal cidade do interior da Paraíba, tem raízes sertanejas. Possui formação em Missões e é graduado em Engenharia pela UFPB . Casado com Ana Tereza, pai de Daniel (17) e Isabelle (14). Presidiu o Congresso Sertanejo de Evangelização (1995) e o Congresso Nordestino de Missões (2002). Trabalha com plantio de igrejas no sertão nordestino desde 1983, é conferencista na área de missões e trabalha com preparo de novos missionários e no encorajamento e mobilização para o plantio de igrejas no sertão nordestino.

VISITE: http://www.juvep.com.br


Nordeste - Que desafios focar?

Esse pedaço de Brasil, que conhecemos como nordeste, setenta vezes maior que Israel e com uma população equivalente à soma populacional da Espanha e Portugal? 50 milhões de pessoas? Encerra grandes desafios não só para as autoridades governamentais, mas principalmente para a igreja evangélica brasileira.

Alguns desafios sociais

O nordeste tem os piores índices sociais do Brasil. Só para citar alguns exemplos:
Na educação, detém a maior taxa de analfabetismo; na saúde, é campeão na mortalidade infantil e lanterninha na disponibilidade de leitos e UTIs do SUS. No trabalho infantil, é a região que tem mais crianças ocupadas com menos de nove anos. Na Paraíba, quase a metade delas trabalha.

O povo nordestino é o que tem os mais baixos salários do país e os seus ‘cabras machos’ ganham menos que as mulheres das outras regiões. Até parece desaforo!
Pouca educação e dinheiro escasso formam um binômio que gera, inevitavelmente, violência. E a violência no nordeste, que não chega a ser a maior do país, está crescendo aceleradamente e Pernambuco está no topo do ranking regional.

"O Nordeste talvez tenha sido a região do país que mais sofreu com a falta de crescimento econômico e o aumento da dívida pública, pois é a que mais precisa de investimentos. Talvez essa seja a explicação para o aumento nos índices", disse a pesquisadora do IBGE, Ana Lúcia Sabóia.

Se fôssemos falar da corrupção, do narcotráfico, da imoralidade, da gravidez na adolescência, da acintosa concentração de renda etc, etc, iríamos ficar ainda mais horrorizados e compungidos com a hediondez do quadro!

Sobrevém o lamento – faltam-nos homens públicos comprometidos com a coisa pública! Faltam-nos, ou porque já não existem, ou porque são raríssimos e insuficientes (deixo para o leitor a tarefa de descobrir...).

A falta ou a escassez destes provoca a insuficiência de políticas e ações públicas para redimir o cidadão da favela e do sertão, os dois maiores focos da pobreza regional. E nacional.

Os pobres das favelas nordestinas e do sertão continuam comendo o pão que a classe dominante continua amassando. E à espera do pão que a igreja pouco tem levado para matar sua fome física e espiritual.

Além dos desafios sociais

O problema não é apenas econômico, social, estrutural. O problema tem um seriíssimo componente bem conhecido pelos crentes: o pecado. Seja individual, coletivo, estrutural. Egoísmo, desonestidade, cobiça, orgulho, falta de amor e falta de temor a Deus.

Além disso tudo, o nordeste é a região menos evangelizada do Brasil e que detém 70,72% dos municípios brasileiros com menos de 3% de crentes. Na zona rural, acreditamos que existam mais de 10 mil aglomerados humanos sem nenhuma presença evangélica, o que constitui um gigantesco desafio.

Onde vamos focar nosso esforço? Minha sugestão é que cada segmento da igreja foque seu esforço em favor de um nordeste diferente de acordo com seu chamado: promoção da justiça social, melhorar a qualidade de vida do bebê, da criança, do adolescente, do jovem, do homem, da mulher e do ancião; concomitante, e principalmente, intercedendo, evangelizando, discipulando, enviando missionários e plantando novas igrejas. Aliás, eu sugiro que todo esforço da igreja em favor de um nordeste diferente esteja atrelado à plantação de novas igrejas e que priorize suas áreas mais carentes, que são os sertões, zona rural e as favelas.
É preciso melhorar não somente a vida, mas, principalmente, a morte do povo nordestino, sobretudo do sertanejo. Como?! Pregando o Evangelho.

A forma mais eficaz de combater o pecado e melhorar, não só a vida, mas principalmente a morte do cidadão, é plantando igrejas, pois é plantando igrejas que se evangeliza uma região, ou uma nação, com mais eficácia.

Sobrevém o lamento? Faltam-nos homens de Deus e igrejas comprometidas com a salvação do povo sertanejo! Faltam-nos, não porque inexistam (existem, e muitos!); mas porque é insuficiente o número dos que se dispõe a fazer a sua parte em favor da proclamação do Evangelho no interior nordestino.

Divido com o leitor a tarefa de aumentar o número dos disponíveis!

Miss. Sérgio Ribeiro
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